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S
SOAPA-Leme
 
Borboletas
 
Protegidas na APA do Leme
   
  Classe: INSETOS Ordem: Lepidopter
   
  1. Família NYMPHALIDAE (23 espécies)
   
 
Actinote sp.
   
  Borboleta nectívora (1). Lagarta em plantas da família das asteráceas
(antiga compostas).
   
       
Agraulis vanillae - borboleta-do-maracujá
 
  Nectívora. Lagarta em passifloráceas (maracujás).  
       
Anartia jatrophae    
  Nectívora. Lagarta em acantáceas.    
       
Biblis hyperia    
  Frugívora. Lagarta em euforbiáceas.    
       
Caligo brasiliensis - corujão  
 
Frugívora. Lagarta em marantáceas e bananeiras. A maior borboleta do Brasil. Chega a 17 cm de envergadura. Voa no crepúsculo, durante o ano todo. É territorialista. Vive três meses como adulta. Fácil de ser observada na estrada do Forte.
 
       
Colobura dirce - zebra
 
  Frugívora. Lagarta em embaúba.  
       
Diaethria clymena - borboleta 88
 
  Frugívora. Lagarta em crindiúva (ou candiúva) Trema micrantha (Ulmaceae)  
       
Dione juno    
  Nectívora. Lagarta gregária (1) em passifloráceas (maracujás).  
       
Dryas iulia  


Nectívora. Lagarta isolada e canibal, em passifloráceas (maracujás).  
       
Hamadryas februa - estaladeira  
 
Frugívora. Lagarta na trepadeira Dalechampia sp. (Euphorbiaceae). Pousa de cabeça para baixo, com as asas abertas. Único gênero que escuta, e produz som batendo as asas.
 
       
Hamadryas feronia - estaladeira    

Idem ao anterior.  
       
Hamadryas amphinome  
 
Frugívora. Lagarta na trepadeira Dalechampia sp. (Euphorbiaceae). Pousa de cabeça para baixo, com as asas abertas. Tem pintas azul-claras, em forma de gotas, na porção da asa, oposta à cabeça. Foto de Hamadryas laodamia, que não tem as pintas azul-claras em forma de gotas.
 

     
Historis odius - borboleta-folha
 
  Frugívora. Lagarta em embaúbas Cecropia sp. (Moraceae).  
       
Marpesia petreus    
  Nectívora. Lagarta em figueiras Ficus sp. (Moraceae).    
       
Mechanitis lysimnia - maria-boba    


Nectívora. Lagarta em Solanum sp. Crisálidas ouro. Borboleta das mais comuns do Brasil.    
       
Mechanitis polymnia  
  Idem à anterior.  
       
Memphis sp.
   
  Frugívora (1). Lagarta polífaga (1).    
       
Myscelia orsis  
  Frugívora. Lagarta na trepadeira Dalechampia sp. (Euphorbiaceae).
(Foto de uma fêmea).
 
       
Morpho achilles achillaena - capitão-do-mato
 
 
 
Frugívora - 55mm. Lagarta em leguminosas papilionoideas (as trepadeiras Machaerium eucuna pruriens, chamada vulgarmente de olho-de-boi, pó-de-mico ou mucuna). Grande, 11 cm. de envergadura. Chama a atenção pelo seu azul iridescente. Voa nas horas mais quentes do dia. Na APA se alimenta de amêndoas (Terminalia catappa). Seu nome comum é relacionado ao capitão-do-mato que na escravidão procurava escravos fugidos, seguindo as trilhas e inspecionando cada cantinho, tal qual esta borboleta faz ao voar.
 
       
Morpho menelaus tenuilimbata - borboleta-azul-praia-grande (85mm)
   





 

É uma das mais belas borboletas existentes no mundo. É um símbolo da região tropical das Américas. Ela é cultuada como a alma do índio morto, na cultura indígena do Brasil Central (2.0pt">Luiz Otero, com. pess.). No Rio de Janeiro, recebe o nome de praia-grande.
A borboleta Morpho menelaus ocorre em grande parte do Brasil. A subespécie tenuilimbata ocorre no Sudeste brasileiro.

No Rio de Janeiro, ela voa em torno dos meses de março e abril.
O macho voa no amanhecer, mais entre 7 e 8 hs, mesmo com chuva. Ele exibe seu brilho em vôo rápido, irregular, perto do solo, nas trilhas ou na beira dos caminhos. Tem a cor azul-metálica, com brilhos arroxeados, produzida pela luz refletida nas minúsculas escamas transparentes inseridas em suas asas.

A fêmea lembra a borboleta capitão-do-mato Morpho achilles achillaena, com a cor azul circundada de preto, porém é bem maior, tem as asas mais pontudas e a cor desbotada.
A fêmea virgem é atraída pelo brilho dos machos, no amanhecer, e se deixa perseguir para a cópula, que dura aproximadamente uma hora.
A fêmea fecundada voa mais tarde, durante as horas quentes do dia. Faz a postura no topo das árvores, de diferentes famílias botânicas. Suas lagartas são polífagas e gregárias.

No Sul e parte do Sudeste, esta borboleta tem apenas uma geração por ano, passando nove meses em estágio de lagarta. A borboleta voa somente em março e abril, às vezes maio, sendo o pico no início de abril. É quando se dá a cópula e postura. Em outubro-novembro, após seis meses, a lagarta está completamente desenvolvida (80mm). Abandona a planta-alimento e se fixa na vegetação, próxima à árvore em que se desenvolveu. Permanece sem se alimentar, apenas bebendo orvalho, por uns três meses. Após janeiro, só então se transforma em crisálida (35mm), para sofrer a transformação e eclodir, como borboleta, cerca de três meses após. Esta se alimenta do suco de frutos maduros caídos no chão da floresta.

Na APA do Morro do Leme:
Em 9 de abril de 2004, conseguimos ver por 15 vezes a borboleta-azul macho. Era um revezamento de pelo menos sete borboletas, voando na mesma manhã.
Na estrada do Forte do Leme, após a primeira curva, por meia hora, três grandes borboletas evoluíam, da floresta para o caminho, azul brilhando, para lá e para cá. Chegou um instante em que todas sumiram. A estrada ficou deserta. Era como se a imagem das borboletas, naquela manhã, tivesse sido um sonho. Elas desapareceram como se fossem entidades mágicas - duendes ou almas dos índios mortos.
No Morro do Leme, é muito presente a árvore arco-de-pipa, Erythroxylum pulchrum (da família Erythroxylaceae), que é uma planta-alimento utilizada pelas suas lagartas. Estas também se alimentam do aldrago, Pterocarpus violaceus Vog. (da família Leguminosae-Papilionoideae). Na APA, já vimos a borboleta sugando amêndoas no chão. Frutos da amendoeira, Terminalia catappa Lineu (Combretaceae), árvore exótica originária da Ásia e Madagascar.

 
Macho - Foto: Marigo
 
Fêmea - Foto: Job

       

Opsiphanes invirae

   
  Frugívora. Lagarta em palmeiras.    
       
Prepona demophon    
  Frugívora. Lagarta em várias famílias botânicas (Lauraceae entre outras).    
       
Siproeta stelenes - borboleta-verde  
  Nectívora e frugívora. Lagarta em acantáceas.  
   
  2. Família PAPILIONIDAE (4 espécies)
   
 
Battus polydamas    
  Nectívora. Lagartas gregárias em aristoloquiáceas (no morro do Leme temos a trepadeira Aristolochia raja, jarrinha-arraia).    
       
Heraclides hectorides  
  Nectívora. Lagarta em piperáceas e rutáceas.  
       
Heraclides thoas brasiliensis    
  Nectívora. Lagarta em piperáceas e rutáceas.  
       
Papilio anchisiades capys - borboleta-da-laranjeira  
  Nectívora. Lagartas gregárias em rutáceas, principalmente Citrus sp. .  
       
  3. Família PIERIDAE (4 espécies)
   
 
Ascia monuste - borboleta-da-couve
 
  Nectívora. Lagarta em caparidáceas e crucíferas.  
       
Eurema albula  
  Nectívora. Lagarta em leguminosas.  
       
Phoebis philea - gema    
  Nectívora. Lagarta em leguminosas Cassia sp. e Senna sp.  
       
Phoebis sennae - gema  
  Idem à anterior.  
       
 
  4. Família LYCAENIDAE (1 espécie)
   
 
Pseudolycaena marsyas  
  Nectívora. Lagarta polífaga.  
       
 
  5. Família HESPERIIDAE (2 espécies)
   
 
Elbella menecrates  
  Nectívora. Lagarta ainda não estudada.  
       
Urbanus sp.
   
  Nectívora. Lagarta em leguminosas.  
       
 
   
 

Total de espécies de borboletas até a presente data: 34 espécies

(1) Obs:
Nectívora = que se alimenta de néctar.
Frugívora = que se alimenta de frutos.
Polífago = onívoro = que come de tudo.
Gregário = que anda junto.

   
 

O Morro do Leme foi eleito ponto-chave para observação das borboletas capitão-do-mato (Morpho) e corujão (Caligo) pela facilidade de acesso aos especialistas nacionais e estrangeiros, e pela segurança dada ao local pelo Exército Brasileiro.

Consultoria – Agradecemos a Luiz Soledade Otero, Professor do Museu Nacional da UFRJ, Doutor em Ciências pela Universidade de Paris, pela cortesia deste levantamento prévio realizado com visitas à APA do Morro do Leme, e pelo estímulo dado à conservação desta área natural.

 
  Para saber mais:

OTERO, Luiz Soledade (1940). Borboletas: Livro do Naturalista. Rio de Janeiro: FAE – Fundação de Assistência ao Estudante, Ministério da Educação, 1986. 111p.
OTERO, Luiz Soledade (texto) / MARIGO, Luiz Claudio (foto). Borboletas: beleza e comportamento de espécies brasileiras. Rio de Janeiro: Marigo Comunicação Visual, 1990. 128p.
OTERO, Luiz Soledade (texto) / MARIGO, Luiz Claudio (fotografia). Borboletas de Carajás. Rio de Janeiro: Companhia Vale do Rio Doce, 1992. 76p.
LORENZI, Harri (1949-). Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa, SP.: Editora Plantarum, 1992. 368p. (p.226).
LORENZI, Harri et al. Árvores exóticas no Brasil: madeireiras, ornamentais e aromáticas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2003. 384p. (p.124).

   
 
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