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SOAPA-Leme
 
Morro do Leme e o Seu Bairro
 
O bairro do Leme tem como limites atuais (ver foto aérea abaixo): o oceano Atlântico (que banha a praia do Leme e o costão rochoso dos morros do Leme e do Urubu), o morro da Babilônia (pela crista divisora de águas que limita com o bairro da Urca) e a avenida Princesa Isabel (que o separa do bairro de Copacabana).
 
Aéreo1  

O bairro do Leme (ao centro), o oceano Atlântico e as praias do Leme e Copacabana (embaixo, ao sul), o morro do Leme (à direita, no centro, a leste), o morro do Urubu (à dir., em cima), o morro da Babilônia (no alto, ao centro, a norte) e o bairro de Copacabana (à esquerda, embaixo, a oeste) até a avenida Princesa Isabel (a imagem perpendicular à praia mais escura e larga).

Foto aérea: 1975

 

O Leme já foi maior, indo até o atual Copacabana Palace Hotel, junto à pedra do Inhangá. Porém, com o desmonte desta pedra junto à praia e o encobrimento do adjacente morro do Inhangá pelos edifícios, o seu limite oeste desapareceu. Assim, esta área até avenida Princesa Isabel acabou sendo incorporada por Copacabana, e o Leme ficou menor. É interessante notar que a história da ocupação do Leme se confunde em muito com a de Copacabana.

O bairro do Leme ocupa uma faixa arenosa de restinga circunscrita pelo oceano Atlântico e pela cadeia montanhosa formada pelos morros do Leme (com 130 metros de altura), do Urubu (126m.) e da Babilônia (235m.). No morro da Babilônia, o Leme se estende encosta acima pela ladeira Ari Barroso, onde temos a leste a favela do Chapéu Mangueira e a oeste a favela da Babilônia. O CEP - Centro de Estudos de Pessoal, do Exército, e o Forte Duque de Caxias (“Forte do Leme”) ocupam os morros do Leme, do Urubu e parte do morro da Babilônia.

  Mapa
 
Aéreo  

Morro do Leme (à dir. embaixo) com a Mata Atlântica em costão rochoso (sua porção inferior). A estrada do forte serpenteando pelo morro. O forte Duque de Caxias com seus quatro obuseiros (no alto do morro). A pedra do Anel, matacão dentro da água, junto ao sítio histórico de 1779 (à dir., ao centro). O morro do Urubu (à dir., em cima) só com 25% de floresta remanescente. O morro da Babilônia (acima, ao centro-esquerda) quase só em capinzal nesta época, evidenciando a trilha dos pescadores até a ponta do Pai Matias e ponta da Gameleira, no morro do Urubu. A praia Vermelha, no bairro da Urca (em cima, ao centro).

Foto: Prospec – Iplan Rio, 1984

 
Temos também a ilha de Cotunduba (73 m. de altura) com sua laje – a Cotunduba Baixa – pedúnculo sudoeste (com 4 m. de altura e 340 m. de extenção). A Cotunduba fica 800 metros a leste da ponta do morro do Leme, por onde passa o canal mais profundo de acesso à baía de Guanabara, com até 23 metros de profundidade.
 

 

Ilha de Cotunduba a 800 metros do Morro do Leme.

Foto P. Senna - 2003

 

Ilha de Cotunduba

 

A geomorfologia do bairro apresenta o arco-de-praia, a restinga, o morro e o costão rochoso. O arco-de-praia e a restinga formam as praias do Leme e de Copacabana; uma faixa de areia contínua e semi-circular, limitada a sudoeste pela ponta de Copacabana e a nordeste pelo morro do Leme. A restinga é a planície arenosa entre o mar e o morro. O costão rochoso é a vertente do morro que mergulha no mar. Esta cadeia montanhosa dá ao local a forma de um anfiteatro.

A vegetação natural de restinga foi totalmente removida e extinta no local. Sua área está ocupada atualmente por edifícios. A Mata Atlântica, que existiu nos morros, foi muito alterada pela ação do fogo e pela ocupação por moradias, mas ainda persiste em algumas encostas. Mostra o conjunto cidade-mar-floresta, que tanto atrai a todos que nos visitam, e que está sendo restaurado pelos projetos de reflorestamento.

 

 

Bibliografia:

SENNA, Plínio Loures. Ocupação humana, alteração ambiental e conservação da Natureza no bairro do Leme, Rio de Janeiro. Pontifícia Universidade Católica – PUC-Rio, Departamento de Geografia e Meio Ambiente, 1993. (monografia de especialização em Análise e Avaliação Ambiental, 68 p.)

 
   
 
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